O dia nascia.
Os primeiros raios de sol despontavam no horizonte, vencendo o céu
negro e as estrelas que ainda se viam, dourando as nuvens que viajavam
solitárias ao sabor do vento. Soprava uma brisa fresca que agitava os ramos das
árvores, os arbustos e toda a vegetação. No lago, as águas límpidas refletiam a
cor quente do sol que anunciava a sua vinda. Um bando de aves aquáticas
levantou voo detrás dos juncos das margens do lago. Por todo o lado sentia-se o
silêncio discreto da alvorada. No ar havia um cheiro doce a verde e a frescura.
O som ritmado e seco de um gongo ouviu-se por três vezes e quebrou o
silêncio, mas nem por isso a poesia daquela madrugada gloriosa ficou diminuída.
Dois vultos estavam de pé, junto ao lago. A luz difusa do sol ajudou a
delinear os contornos dos rostos de Zephir e de Kang Lo. O lutador arfava,
tomado de uma impaciência que lhe roía as entranhas. O feiticeiro estava calmo
e sereno, como a própria manhã.
Diante dele erguia-se, imponente e belo, o Templo da Lua.
Sem comentários:
Enviar um comentário