22 de setembro de 2012

Capítulo II - II.5 O início da nova era.


O dia nascia.
Os primeiros raios de sol despontavam no horizonte, vencendo o céu negro e as estrelas que ainda se viam, dourando as nuvens que viajavam solitárias ao sabor do vento. Soprava uma brisa fresca que agitava os ramos das árvores, os arbustos e toda a vegetação. No lago, as águas límpidas refletiam a cor quente do sol que anunciava a sua vinda. Um bando de aves aquáticas levantou voo detrás dos juncos das margens do lago. Por todo o lado sentia-se o silêncio discreto da alvorada. No ar havia um cheiro doce a verde e a frescura.
O som ritmado e seco de um gongo ouviu-se por três vezes e quebrou o silêncio, mas nem por isso a poesia daquela madrugada gloriosa ficou diminuída.
Dois vultos estavam de pé, junto ao lago. A luz difusa do sol ajudou a delinear os contornos dos rostos de Zephir e de Kang Lo. O lutador arfava, tomado de uma impaciência que lhe roía as entranhas. O feiticeiro estava calmo e sereno, como a própria manhã.
Diante dele erguia-se, imponente e belo, o Templo da Lua.

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