Vegeta limpou
o sangue da boca. Seria a sua terceira derrota daquela tarde se ele não se
decidisse a agir como um verdadeiro saiya-jin
deveria agir sempre: impiedosamente.
Ubo levantou
os dois braços por cima da cabeça. O penacho de cabelo ondulava, os olhos
vermelhos eram dois rubis que cintilavam de prazer maléfico. Ganhava o combate e
deleitava-se com isso. Sobre as palmas das mãos encheu-se, num microssegundo,
uma esfera rosa de energia pura. Aguardou outro microssegundo e enviou de
seguida a esfera mortífera. Vegeta gritou e, com o seu ki, desfez a esfera.
O cansaço
minava-lhe os músculos e a sua energia escoava-se rapidamente, tão rapidamente
quanto Ubo criava as suas esferas. Já tinha outra preparada. Como ele odiava
aquele minorca!
Um terramoto
colossal fez a terra chocalhar como um brinquedo nas mãos de um deus travesso.
O ronco surdo do chão misturou-se com um berro estridente a duas vozes. Vegeta
sabia o que significava aquilo, e também Ubo, que não se sobressaltou com
aquele fenómeno que espalhava ondas de choque por todo o planeta. Era o poder de
um super saiya-jin, nível três. Keilo
e Kakaroto lutavam.
Vegeta fechou
os punhos, apertou os dentes, rosnou. A culpa era toda de Kakaroto! A sua
influência tinha-o transformado num frouxo e num sentimentalista. Odiou-se a si
próprio.
- Kuso!!!
Ubo
sorria-lhe. A esfera bailava entre os seus braços.
Ele era o
príncipe dos saiya-jin, o melhor da
sua raça… Vegeta crispou o rosto. As faíscas da capa dourada dos super saiya-jin envolviam-lhe o corpo
musculado. Ele era, acima de tudo, um guerreiro e os guerreiros entregam-se
totalmente aos seus desafios. Tudo o resto não importava.
Ubo lançou a
sua esfera. Vegeta não se moveu.
A mente
encheu-se com a vontade irrevogável de eliminar o seu adversário. Iria acabar com
Ubo. Não… Acabar com Majin Bu!
Terminavam as
contemplações. O seu orgulho não suportaria uma terceira derrota naquele dia.
O sangue
ferveu-lhe nas veias e o ódio inflamou-lhe a alma que escurecia toldada por um
eclipse de maldade.
Se Ubo tinha
sucumbido à magia de Zephir e se tinha transformado em Majin Bu, isso era problema de Ubo. Não tivesse sido estúpido ao
ponto de ter cedido aos esquemas do feiticeiro. O papel dele era eliminá-lo sem
qualquer remorso e Vegeta preparou-se para a tarefa, calculista como o
assassino impiedoso que um dia fora.
Desviou-se da
esfera que Majin Bu lhe lançara e que
se desfez no solo num cataclismo de fogo, pedras e pó. Colou-se a ele e socou-o
com toda a sua força. A cara carrancuda de Majin
Bu ficou ainda mais carrancuda. Socou-o uma segunda vez e, de seguida, afastou-se.
Aproveitando o espaço conquistado, uniu as duas mãos, berrou:
- Final Flash!!!
O ataque
flamejante, rápido como um relâmpago, apanhou Majin Bu de surpresa. Quando os efeitos da explosão se esbateram na
atmosfera e o fumo negro se dissipou, Vegeta pôde comprovar os resultados da
sua técnica. Sorriu, o ego gigantesco duplicando de tamanho.
Majin Bu estava ferido. O braço direito pendia
inutilizado ao longo do corpo massacrado com vários ferimentos que sangravam
copiosamente.
- Não brincas
comigo, fedelho – disse Vegeta com um sorriso cínico na boca.
Acumulou mais
energia. Majin Bu pressentiu as
mudanças, inclinou a cabeça de lado, o penacho de cabelo ondulava travesso,
estava irritado, também acumulou energia. Ia ripostar, mas Vegeta sentia-se
preparado para antecipar qualquer tipo de ataque.
O fim do
combate estava próximo e Majin Bu
iria ser eliminado. Doesse a quem doesse.
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