Hoje lembrei-me de Trunks…
Lembrei-me e fiquei triste, porque ele só tinha metade do Medalhão de Mu para
se lembrar de mim. Eu não.
Podia ter regressado à
Dimensão Z sempre que quisesse através de “Dragon Ball”, mas nunca mais
conseguira rever qualquer um dos episódios do anime. Temia embarcar numa lembrança perigosa e ser esmagada por toda
a tristeza que eu lutara para enterrar numa cova bem funda onde plantara, por
cima, flores imaginárias. Devia continuar com a minha vida insonsa, decidira
continuar.
Ele também me tinha pedido
que eu o fizesse.
Até porque a minha vida,
semanas depois de ter regressado da Dimensão Z, dera uma cambalhota e deixara
de ser insonsa.
Tinha descoberto o que
significava interagir. Nesse dia chorei de alegria, pulando como louca, berrando
e bailando. Depois, chorei de saudade e gritei pelo nome dele e contei-lhe o
que era interagir. E compreendera as palavras que, uma vez, Zephir me tinha
dirigido. Ah, o maldito feiticeiro também sabia…
Limpara as lágrimas,
acalmara-me. Enfrentava o futuro, sem qualquer medo, até porque eu era
invulgarmente corajosa, dissera-me um certo príncipe e não podia deixar-me
abater. Em mim repousava a responsabilidade de zelar pela união entre duas
dimensões.
Que mais haveria a fazer a
não ser continuar?
Olhei para a mesinha ao lado
da cama. A segunda metade do Medalhão de Mu estava ali, a corrente enrolada, o
triângulo dourado em cima da corrente. Abandonara-o por um instante, só por um
instante.
Sorri.
Que mais haveria a fazer a
não ser reaprender a sorrir?
Olhei para os meus braços.
Aquela coisinha pequenina
que segurava resumia todo o amor que sentia por ele e, arriscava orgulhosa, por
todos eles. Era aquele o milagre supremo da vida.
Vegeta haveria de ter
gostado de saber que o descendente do seu filho era um rapaz. Trunks haveria de
ter gostado de saber que tivera um filho.
Chamei-lhe Tiago.
FIM
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