Não havia
nenhum engano. O radar do dragão não mentia. Zephir tinha reunido três bolas de
dragão.
Goku guardou
o radar na túnica do dogi, agachou-se
entre as plantas aquáticas das margens do lago que precedia o Templo da Lua,
analisando o cenário. Os dois demónios não estavam, mas a aura de Keilo
vagueava por ali, assim como a aura de Zephir.
- O que é que
posso fazer? – Murmurou.
Para
recuperar as três bolas de dragão teria de enfrentar o saiya-jin do feiticeiro e derrotá-lo. Ou, pelo menos, incapacitá-lo
o tempo suficiente para conseguir roubar as bolas.
Não havia mesmo
outra coisa a fazer. Levantou-se, fechou os olhos. O vento agitou-lhe os
cabelos pretos. Sentia a alma tranquila e pronta. Saltou para alcançar o
templo.
Parou no ar.
Uma mão agarrava-se
ao seu braço.
- Nani?
A mão puxou-o
com força. Caiu rebolando no meio das plantas aquáticas. Ia atacar, mas baixou a
guarda ao vê-lo e exclamou admirado:
- Piccolo?! O
que é que fazes aqui?
Fez menção de
se levantar, mas o namekusei-jin
obrigou-o a baixar-se para se esconderem. Camuflaram igualmente os seus
espíritos.
- Ias para o
Templo da Lua? Sozinho?!
- Lá dentro
estão três bolas de dragão – explicou Goku.
- E se os
meus sentidos não me enganam, lá dentro está também Keilo.
Goku franziu
a fronte.
- Eu sei. Era
um risco que iria correr.
- Um risco desnecessário.
- Nani?
- Podemos
fazer as coisas de outra maneira. Utilizando a astúcia, Son. – Engoliu
demoradamente. – Escuta: Zephir ainda não sabe que nós procuramos pelas bolas
de dragão. A minha ideia é a seguinte… Vou até à cabana das montanhas e trarei
comigo Trunks e Goten. São super
saiya-jin, serão mais úteis do que eu e poderão ajudar-te contra Keilo.
Deixa os rapazes lutar contra ele, para que possas entrar no templo e roubar as
bolas de dragão ao feiticeiro. Temos de aproveitar esta oportunidade, já que
Julep e Kumis estão longe a procurar pelas restantes bolas de dragão.
- Hai. Gosto da tua ideia. Mas… Espera lá!
E a Ana-san?
- Ficarei eu
a protegê-la. Vá, dá-me uma das tuas bolas de dragão.
- Para quê?
- Se isto
correr mal e se Zephir ficar com as bolas de dragão que já reuniste, ao menos teremos
uma.
Goku entregou
a bola de dragão de quatro estrelas a Piccolo.
- Sabes
porque é que Zephir também anda à procura das bolas de dragão? – Perguntou.
-
Provavelmente pelo mesmo motivo que nós: a segunda metade do Medalhão de Mu.
- Hai. Foi o que pensei. O maldito
feiticeiro não se distrai, nem por um segundo.
- Conto não
me demorar muito.
- Boa sorte,
Piccolo.
O namekusei-jin afastou-se. Com cuidado,
primeiro, embrenhando-se furtivamente na floresta próxima. Depois, quando se
encontrou suficientemente longe, levantou voo e imprimiu toda a sua energia
naquela viagem urgente. Na mão, levava a bola de dragão.
***
Julep teve de
se esconder para que o lutador verde não desse por ele. O demónio regressava ao
Templo da Lua para revelar ao feiticeiro que não recuperara a bola de dragão de
sete estrelas porque os saiya-jin da
Terra também procuravam por aquelas pequenas esferas cor-de-laranja.
O lutador
verde passou como um raio por cima da floresta. Estava com pressa. Julep,
ocultado pelas ramagens frondosas de uma árvore, não viu apenas o lutador
verde. O seu olhar fixou-se no que ele segurava numa mão.
Uma bola de
dragão!
As novidades
poderiam esperar e a ira do feiticeiro seria aplacada se ele lhe recuperasse
uma das bolas, mesmo que não fosse a de sete estrelas.
Esperou que o
lutador verde se distanciasse mais e foi no encalço dele, a tomar todas as
precauções para não ser notado.
Dirigiam-se
para as montanhas.
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