O aroma
quente de comida acabada de fazer enchia a cozinha e espalhava-se pela sala. A
cantarolar, Chi-Chi preparava a salada que iria servir com o jantar,
movimentando as mãos com a destreza de uma eficiente dona-de-casa, enquanto
vigiava pelo canto do olho a cozedura dos bolinhos de carne. Naquela noite, sentia-se
feliz.
- Chi-Chi,
quando é que o jantar está pronto? – Perguntou Goku sentado à mesa, diante dos
pratos vazios.
- Está quase
– gritou ela desde a cozinha.
Sorriu como
há muito não sorria. Claro que nunca se queixava, suportava a ausência dele num
silêncio digno, mas também nunca lhe tinham ouvido dizer que estava satisfeita.
Goten
sentou-se e perguntou:
- Ainda falta
muito, ‘tousan?
- Sei lá! A
mim cheira-me que está tudo feito, mas a comida nunca mais aparece. Este cheiro
está a dar comigo em doido.
- Mais um
pouco – tornou ela a gritar. – Hoje quis fazer um jantar especial, afinal temos
Goten-chan de volta.
- Bastava um
jantar normal, Chi-Chi – choramingou Goku com ar faminto. – Sabes que gosto da
tua comida, quer seja especial ou não. Quero é comer… Tenho tanta fome!
- Está quase
– repetiu ela provando o molho da carne.
Gyumao entrou
em casa erguendo a mão direita numa saudação cordial. Goten levantou-se para
receber o avô, mas Goku limitou-se a um pequeno grunhido como cumprimento.
Quando tinha fome mal falava e mal se conseguia mexer. Goten recebeu o pacote
que o avô lhe estendia e quando ia abri-lo, Chi-Chi apareceu e tirou-lho das
mãos. Os bolos de arroz seriam comidos depois
do jantar e não antes, frisou.
Passado um pouco, chegaram as travessas, Goku soltou uma exclamação de pura
alegria.
O jantar foi
servido, sentaram-se todos à mesa, como se fosse nos velhos tempos. Chi-Chi
lembrou-se como tinha sido então. Ela, Gyumao, Goku, Gohan e Goten. Fora uma
época memorável, logo a seguir ao fim de Majin
Bu. Videl juntava-se a eles, em algumas ocasiões e também Mr. Satan, com Mr. Bu
e o cão Beh. Que dias felizes!
Quando a
solidão era insuportável, ultimamente, Chi-Chi ia afogar as saudades no álbum
de fotografias e os olhos demoravam-se nas imagens daqueles dias em que eram
uma família tão grande e bonita. Agitou os pauzinhos diante do rosto, como se
estivesse a afastar uma mosca. Não se devia demorar nesse pensamento, quando
tinha Goku à sua frente a devorar a comida que lhe fizera com tanto carinho,
quando o pequeno Goten, que já não era assim tão pequeno, estava ao seu lado a
tentar competir com o pai a ver qual dos dois devorava a refeição mais
rapidamente. Um pouco desses dias felizes tinha regressado naquela noite.
No fim do
jantar, Goku recostou-se na cadeira, mãos no estômago cheio.
- Ah!… Acho
que não consigo comer mais!
Goten disse:
- Nem eu. ‘Kaasan, estava com saudades da tua
comida.
Pespegou-lhe
um beijo na cara que a enterneceu.
- Arigato, Goten-chan. – Levantou-se da
mesa, recolheu travessas, pratos e tigelas, a entrar na cozinha anunciou que
traria de seguida a sobremesa.
Gyumao
perguntou-lhe pelos bolos de arroz, ela respondeu-lhe que também viriam,
juntamente com outro bolo que preparara, tudo devidamente acompanhado com fruta
– maçãs selvagens, especialmente, que eles tanto gostavam. Os olhos de Goku
brilharam de gula, Goten confessou ao pai que não queria comer maçãs, estava
farto de maçãs, nos dois dias que passara nas montanhas com Trunks e com a Ana
tinham comido maçãs que valeram para o ano inteiro. Goku rira-se alto.
- ‘Tousan, onde é que está Ubo-kun?
O brilho dos
olhos de Goku apagou-se.
- Não sei.
- Nani?
- Fugiu de
mim ainda na Dimensão Real e nunca mais lhe pus a vista em cima. Também tenho
estado ocupado desde que voltámos, é verdade. Mas… Não o consigo encontrar,
está a esconder o seu ki de mim. Está
magoado comigo.
- Ele também
poderia vir connosco, ajudava-nos nos combates contra os guerreiros de Zephir.
- Ele não
pode. – E Goku abanou a cabeça. – Dende avisou-me que ele não pode saber sequer
da existência de Zephir mas alguém lhe contou, na Dimensão Real, e ficou
zangado comigo desde então porque eu… bem, porque eu nunca lhe tinha contado e
não o tinha levado comigo quando fomos até ao Templo da Lua pela primeira vez.
- Porque é
que Ubo-kun não pode vir connosco?
- Porque ele
é a reencarnação de Majin Bu e Zephir
serve-se da magia do Makai. Poderia voltá-lo contra nós.
- Mas se não
sabes onde é que Ubo está… isso não pode ser perigoso? E se o feiticeiro
descobre que ele existe?
Goku ficou
pensativo.
- Hum…
Deveria ir à procura dele, para que isso não acontecesse. Não é?
- Hai, ‘tousan.
Chi-Chi
pousou uma travessa forrada com os bolos de arroz de Gyumao. Trouxe também um
prato redondo com um bolo enorme, decorado com creme colorido e cerejas, com,
pelo menos, quatro andares e outra travessa com as maçãs selvagens – Goten
torceu o nariz – e uvas. Deixou ainda em cima da mesa quatro tigelas e uma
garrafa de licor que saía da garrafeira em dias de festa e aquele era um dia de
festa, explicou. Goku esqueceu as preocupações com Ubo.
Bateram à
porta quando ela se sentou. Levantou-se logo a seguir.
- Temos
visitas?
Goten
sussurrou ao pai:
- Poderá ser
Ubo?
Antes de se
dirigir à porta, Chi-Chi, com um gesto rápido, deu duas palmadas, uma na mão de
Goten, outra na mão de Goku, que se dirigiam céleres aos bolos de arroz.
- Quietos!
Não ouviram? Temos visitas.
Goku torceu o
nariz, recolhendo a mão ofendido. Respondeu ao filho:
- Não é Ubo.
Chi-Chi abriu
a porta, dobrou-se numa vénia num cumprimento cortês, desejando-lhes uma boa
noite. Afastou-se para os deixar entrar. Goku levantou-se da cadeira.
- Kuririn!
Que surpresa!
- Komba-wa, Goku… Gyumao-san.
Goten ia
tendo um ataque cardíaco e uma congestão ao mesmo tempo. Também se levantou com
as pernas a tremer, as palmas das mãos suadas, a boca seca, a cabeça zonza. A
sala subitamente escureceu e viu-a a sobressair do negrume, entre os vultos,
como se brilhasse com uma luz própria: Maron.
Kuririn
acrescentou enquanto retirava o chapéu e despia o casaco:
- Já me tinha
esquecido como este sítio fica longe. A viagem demorou mais do que estávamos à
espera, não contávamos chegar tão tarde.
- Já
jantaram? – Perguntou Chi-Chi recebendo o chapéu e o casaco. Número 18 e Maron
não despiram os respetivos casaco e blusão. – Poderei arranjar qualquer coisa
para comerem.
- Hai, já jantámos – respondeu Kuririn. –
Comemos numa estação de serviço.
- Estamos na
sobremesa. Sentem-se, por favor e juntem-se a nós. Irei buscar mais tigelas
para provarmos o licor dos dias de festa.
- Festa?
- Son Goten
regressou a casa! – Anunciou alegre. Pendurou o chapéu e o casaco num
bengaleiro junto à porta e desapareceu na cozinha.
Kuririn
sentou-se ao lado de Goku, número 18 ao lado de Kuririn, esboçando uma amostra
de sorriso como cumprimento. Maron ocupou uma cadeira ao lado de Goten, aquela
que Gohan costumava usar, e ele sentiu que corava. Subitamente, deixou de lhe
apetecer comer bolos de arroz.
Chi-Chi
serviu o licor, agarrando na deixa de há pouco. Disse a Kuririn que poderiam
ficar a dormir lá em casa, arranjaria sítio para ficarem se eles não se
importassem, porque realmente moravam num sítio longínquo e a viagem de volta
era tão demorada como a viagem que os trouxera até ali. O coração de Goten
batia como um doido, com a perspetiva de ter a Maron a dormir debaixo do mesmo
teto que ele. Tentou acalmar-se e agarrou numa maçã, trincou-a. Goku
espreitou-o admirado.
Kuririn
inteirou-se dos últimos desenvolvimentos relacionados com a guerra contra o
feiticeiro – o propósito da estadia na Dimensão Real, o facto de Trunks ter
interagido, o que era interagir o que motivou caras coradas e Goku a dizer que
logo lhe contaria, a busca das bolas de dragão, o Medalhão de Mu. No fim do
relato, bebericando o licor, perguntou:
- E agora,
Goku? O que é que pensam fazer a seguir?
- Ainda não
sei… Passou apenas um dia depois de termos utilizado as bolas de dragão, Zephir
não procurou por nós e não fez nada que nos chamasse outra vez até ao templo.
Está demasiado sossegado, se queres que te diga.
- Bem, o mais
lógico será eliminá-lo.
- Claro, mas
temos de passar primeiro pelos guerreiros que controla. São adversários
formidáveis, dignos de qualquer super
saiya-jin. Qualquer deles.
- Hum… Pela
maneira como estás a falar até parece que não tens a certeza de os conseguir
derrotar.
Goku olhou
para o amigo e respondeu com a voz seca:
- E não
tenho.
- Na-nani?
- É verdade.
Não sei se vou conseguir derrotar um dos
guerreiros de Zephir, quanto mais todos os seus guerreiros. O que vale é que
não estou sozinho nisto. Conto com Vegeta, com Piccolo… Com Trunks e com Goten.
Mesmo assim, será uma tarefa difícil.
Chi-Chi ficou
vermelha, mas não ousou contestar. Bebeu o licor de um trago e tornou a encher
a sua tigela com as mãos a tremer.
- E Ubo?
- Ubo não se
pode aproximar de Zephir, por causa da sua herança. Se o feiticeiro descobrir
que a alma e a força de Majin Bu
ainda existem, tentará controlá-lo novamente com a ajuda da magia de Babidi.
- Ah…
Compreendo.
Kuririn
brincava com a tigela entre as mãos.
- Sei que
Vegeta nunca aprovaria o que vou dizer, mas… E se conseguirem apanhar Zephir
primeiro? Ao acabarem com ele, acaba-se a magia e acabam-se os guerreiros.
- Também sou saiya-jin, como Vegeta – respondeu Goku
com um sorriso torto. – Prefiro combater contra um adversário poderoso, a
escolher um caminho mais fácil que seja menos… honroso.
- Não estás
nisto sozinho, Goku-sa! – Exclamou Chi-Chi. – As tuas escolhas também nos
afetam a todos. Afetam o teu filho.
Goten ficou
tenso.
- Eu sei,
Chi-Chi. Só que não é assim tão simples. Não me importaria de eliminar Zephir
antes de eliminar os seus guerreiros, mas não o conseguimos apanhar porque ele
protege-se com a magia e também com os guerreiros. Já estivemos frente a frente
algumas vezes, eu e Zephir, e conseguiu sempre fugir de mim. Neste caso, não
podemos escolher o caminho mais fácil.
- Ideias? –
Perguntou Kuririn, arqueando os sobrolhos.
Goku encolheu
os ombros.
- Algumas…
Ganhámos uma vantagem inesperada, nos últimos tempos e temos de jogar com isso.
- O facto de
termos connosco a rapariga e uma das metades do medalhão?
- Também. Não
é só.
- O quê mais?
- As coisas
mudaram depois da nossa estadia na Dimensão Real.
- Nani?
- Hai. Os treinos nessa dimensão, com
aqueles corpos esquisitos e pesados, ajudaram-nos a melhorar as nossas capacidades.
Ficámos muito mais fortes, desenvolvemos a nossa técnica, aprendemos truques
novos. Poderá ajudar-nos a derrotar os guerreiros de Zephir.
- Estás a
falar de ti e de Vegeta. Que eu saiba, mais ninguém treinou nessa dimensão.
- Hai.
- Assim,
fiquei eu em desvantagem – desabafou Goten. Viu Maron espreitá-lo.
- Eh, espera,
Goku. Mas não acabaste de dizer que os guerreiros de Zephir são demasiado
poderosos?
- Continuam a
ser. Mas houve um antes e um depois da Dimensão Real. E estou confiante que
esse pormenor vai fazer toda a diferença.
- O que nos
vale é que, mesmo que o cenário seja negro, continuas a ser um otimista –
observou Kuririn bebendo um gole de licor.
Goku riu-se, levemente
corado com a observação.
Goten sentiu
um toque na perna. Ligeiro, um sinal. Olhou para baixo e conseguiu ver a mão de
Maron recolher-se para dentro do bolso do blusão que vestia. Deixou cair a maçã
roída, engasgou-se ao engolir o que mastigava, que ainda não estava muito bem
mastigado. Bateu com um punho no peito para desentupir a garganta. Maron
levantou-se, desculpou-se que iria apanhar um pouco de ar e saiu. Chi-Chi
disse, a levar a tigela aos lábios:
- Goten-chan,
vai fazer companhia a Maron. Não deves deixar a nossa convidada sozinha.
- Hai, ‘kaasan.
Levantou-se
como se tivesse sido impulsionado por uma mola. Saiu a correr atrás da
rapariga, criando um pequeno vendaval. Quando a porta se fechou, Kuririn
observou, os olhos semicerrados:
- Espero que
não comecem a lutar um contra o outro.
- A lutar? –
Admirou-se Goku. – A Maron sabe lutar?
- Hai. E já lutou contra Goten, um destes
dias. Antes desta confusão com o feiticeiro.
Chi-Chi
pousou a tigela na mesa e afirmou:
- Son Goten e
Maron vão casar, um dia.
Kuririn
espirrou o licor que tinha na boca. Número 18 permanecia com a expressão gélida
que lhe era característica. Gyumao seguia divertido o rumo da conversa. Chi-Chi
completou:
- Já me
habituei à ideia. É melhor que comeces também a habituar-te, Kuririn-san.
Os olhos de
Goku estavam esbugalhados.
- Alguém me
pode explicar o que é que se está a passar?
***
Tudo em redor
voltou a escurecer e só ela é que se iluminava num mundo que era preto como
breu. Estava especialmente bonita naquela noite e fora uma agradável surpresa
vê-la, depois das recentes atribulações. Tinha os cabelos loiros apanhados num
rabo-de-cavalo, vestia um blusão verde onde escondia as mãos, provavelmente
para as aquecer, umas calças de ganga justas, apertadas na cintura por um cinto
castanho e calçava botas, também castanhas, quase até ao joelho, de salto alto,
o que lhe tornava as pernas mais compridas e elegantes. Estava de costas para
ele, a olhar para o céu. Engoliu em seco, a vê-la brilhar como uma deusa, sem
saber bem como agir para lhe fazer companhia, como a mãe lhe tinha ordenado –
ou teria pedido? – como se tivesse percebido o toque na perna, ou visto, ou
intuído que ele, apesar de estar nervoso, desejava uns minutos a sós com ela.
Deixou-se ficar à espera, o mundo a recuperar os contornos, o brilho da deusa a
estender-se por todo o lado, a alcançá-lo e a abençoá-lo.
Foi ela que
começou a falar:
- Gosto muito
de ver as estrelas. Aqui existem tantas… As luzes da cidade não deixam ver as
estrelas todas que cabem no céu.
O ar das
montanhas era puro e fresco e Maron respirou fundo. Ele disse:
- Também
gosto muito de ver as estrelas.
E estranhou,
porque a voz soou normal, apesar de ter o coração aos saltos.
- Sinto falta
da lua. Na Dimensão Real também me punha a contemplar o céu e, para além de
estrelas, havia a lua.
- A lua já
não existe há muitos anos. Acho que uma vez ouvi a história de que foi
Piccolo-san quem destruiu a lua.
- Mas é por
causa da lua que estamos todos em perigo outra vez. Já viste? Chega a ser
irónico.
Encarou-o. Goten
entendeu que seria a deixa que indicava que se podia aproximar e aproximou-se.
- Achas que
Zephir chegou a ver a lua, algum dia?
- Acho que
sim, Maron. Ele deve ser mais velho que o meu pai.
- Hum…
Perguntou de
repente:
- Gostaste da
Dimensão Real?
- Não –
respondeu ela, também de repente. Reforçou negando com a cabeça: – Nunca mais
quero lá voltar.
Goten crispou
a fronte.
- Foi assim…
tão terrível?
- Hai.
- Porquê?
- Tu não
estavas lá, Goten. E sem ti… não teve piada nenhuma.
Reparou que
ela corava. Piscou os olhos, ela baixou a cabeça, afastou-se devagar. Agora fixava-se
no chão, esquecia a imensidão do firmamento. O silêncio tornou-se físico, uma
coisa que os enrolava e que os arrefecia.
- Goten…?
Ela mexia num
tufo de ervas com a biqueira da bota.
- Como é que
foram estes nove dias para ti?
- Estive
inconsciente. Não me apercebi de que tinham passado tantos dias.
- Sonhaste?
Negou com a
cabeça.
E então ela
sorriu-lhe. Desenfiou as mãos do blusão. Eram mãos pequenas brancas, mas fortes
e determinadas, e seriam também suaves e quis sentir as mãos dela nas suas.
- Vamos
acreditar que também estivemos inconscientes durante os nove meses que passámos
na Dimensão Real, mas que, ao contrário de ti, estivemos sempre a sonhar. Afinal, foi tudo cortesia do feiticeiro, o teu
sono e a nossa viagem.
- Porque é
que estás a dizer isso?
Os cantos da
boca descaíram, os olhos tornaram-se húmidos.
- Para não
dar em louca.
Devia
abraçá-la, era o que ela lhe estava a pedir calada, a olhar para ele, mas não
foi capaz de dar esse passo que iria selar qualquer coisa definitivamente e para
sempre. Tentava preencher os dias em que dormira com o tempo que nunca se tinha
passado para ele, tentava encaixar-se novamente naquela existência que sempre
lhe pertencera e da qual fora involuntariamente arredado. Perdera algo, mas
ganhava outro algo em troca e não conseguia aproveitar a vantagem que essa
distância criara.
Mas ela,
perspicaz, percebeu que ainda era demasiado cedo para ele e talvez também para
ela, que regressara num patamar diferente de onde partira. Reaproveitou o
sorriso, deu-lhe um toque no braço, menos dissimulado que o toque que os
conduzira até ali.
- Ei, queres
lutar comigo?
Goten
inspirou profundamente.
- Lutar?
- Hai, um pequeno aquecimento. Não queres?
Lembras-te quando lutámos os dois e ficámos com o nariz a sangrar?
- Claro que
me lembro – respondeu sorrindo, pensando que nunca se iria esquecer desse
encontro.
- Vamos
lutar, Son Goten. Mas sem super saiya-jin
e sem sangue. O que me dizes?
Ele concordou
mais feliz que um passarinho na primavera:
- Hai!
Afastou-se,
colocou-se na posição adequada. Elevou o braço, tocou com a sua mão nas costas
da mão dela, os dedos ligeiramente fletidos, dois grandes mestres de artes
marciais a preparar o embate. Naquela noite cheia de estrelas, encetava-se a
sua história.
Depois, Goten
e Maron começaram a lutar.
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