Andava perdida pelos corredores da Capsule Corporation à procura
do meu quarto. Tinha aberto um sem fim de portas, tinha apanhado outras que
estavam trancadas, mas nunca mais encontrava o que queria. Até parecia um lugar
inabitado por gente, pois robots é
que não faltavam por ali, aos apitos e às perguntas se era necessário alguma
coisa para ficarmos mais confortáveis. Resolvera experimentar um dos robots e pedira-lhe uma refeição ligeira,
já tinha anoitecido e estava cheia de fome. Pedira para levar a refeição ligeira
para o meu quarto e agora vagueava à procura do sítio certo para poder comer o
que tinha pedido.
Encontrei finalmente uma porta entreaberta e música a sair pela fresta,
o que indicava que estava ali gente – a não ser que fosse outro robot. Agarrei na maçaneta, empurrei e
descobri que era uma sala com uma televisão enorme desligada, sofás e cadeirões
fofos, plantas a decorar o espaço, um único candeeiro aceso com uma luz fraca,
uma aparelhagem ligada a debitar um som mínimo. Encontrei-o sentado aí.
- Trunks…?
Pediu sem me encarar:
- Deixa-me em paz… Quero ficar sozinho.
Não insisti. Naqueles enormes corredores abandonados, não quis
perturbar o único fantasma que se tinha cruzado comigo. Entristeci. Seria ainda
por causa da conversa daquela tarde?
Dobrei uma esquina, tropecei num robot pequeno que fazia as vezes de aspirador. Praguejei, agarrada
ao tornozelo, o raio do robot tinha-me
magoado. Escutei passos atrás. Voltei-me esperançada de que tivesse havido uma mudança
positiva.
Quando ele parou, a escassos passos, tentando esconder-se nas
sombras, estremeci, pois não era Trunks. Mas reconheci-lhe a figura e sabia que
fazia parte dos bons, apesar de nunca nos termos cruzado antes.
- Olá. Vens à procura de alguém?
Não me respondeu. Vi a cabeça dele baixar ligeiramente, como se
da minha cara passasse para o meu peito. Corei, envergonhada. Mas depois
percebi que olhava para o Medalhão de Mu. Continuei a falar para afastar o
arrepio repentino de medo:
- Assustaste-me, sabias? Apareceste tão sorrateiro… Sabes quem
eu sou? Sou a Ana. Goku não te falou de mim? – Continuou mudo e eu prossegui: -
Olha, eu gostei de te conhecer. Agora… Queres dizer-me o que procuras, Ubo?
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