Bulma largou a cortina. As luzes dos faróis apagaram-se, eles saíram
do automóvel. Estava uma noite calma e fria. Tinha chovido e os passeios
molhados refletiam a iluminação noturna dos candeeiros. Baixou os olhos e
reparou desconsolada na sua mão, um apêndice estranho que não lhe parecia nada a
sua mão. Pensou naquele corpo em que estava metida e teve vontade de gritar
para ver se aliviava aquela aflição de se sentir pesada e presa.
Kuririn, número 18 e Maron entraram. Sentaram-se onde arranjaram
lugar, no mesmo silêncio utilizado pelos demais. Bulma voltou-se e observou-os
a todos. Achava que não faltava mais ninguém e que poderiam começar a reunião.
O seu olhar fixou-se em Goku, depois em Vegeta. Os dois apresentavam
um aspeto lastimoso. O primeiro tinha a roupa rasgada, o corpo cheio de
arranhões e nódoas negras, um olho amassado, a boca com sangue seco nos cantos.
O segundo tinha um enorme rasgão na testa, a cara inchada, suja de lama e
sangue, o torso coberto de equimoses, as mãos esfoladas, as calças rotas nos
joelhos.
De seguida, espreitou Piccolo. Tinha a roupa suja, exibia o mesmo ar
abatido de Goku e de Vegeta. Até Gohan tinha o aspeto de quem tinha andado a
lutar, vestia o seu dogi, não estava
com os óculos. Suspirou, lembrando-se de Trunks. Ela tentara socorrer o filho,
inanimado nos braços do pai, mas Vegeta afastara-a com um par de palavras secas
e pedira-lhe que chamasse os outros, pois era importante contar-lhes o que
tinha acontecido. Concordara, contrariada. E depois perguntara por Son Goten e
Goku tinha empalidecido.
A sala daquela espécie de casa, que emulava uma Capsule Corporation em
miniatura e convertida num espaço anguloso e acanhado, que combinava
estranhamento com as suas mãos diferentes, era o sítio onde se reuniam todos os
amigos convocados para aquela situação de emergência, esperando, tal como ela,
pelas novidades. Estava ali quem tinha conseguido contactar no imediato – Videl
ao lado de Gohan. Pan e Bra davam as mãos, num canto. Yamucha e Puar, junto à
escadaria que levava ao segundo piso da casa. Chi-Chi e Gyumao colavam-se a
Goku. Kuririn e a família tinham escolhido o sofá, junto a Videl. Até Ten Shin
Han tinha vindo, refugiava-se num canto pouco iluminado.
Chi-Chi puxou por um farrapo das calças do marido.
- Goku-sa, onde está Son Goten?
Goku apertou a boca, a tentar conter as palavras que lhe queimavam a
língua. Disse:
- Tínhamos combinado que teríamos essa conversa no fim da reunião.
- O que foi que aconteceu ao meu filho, Goku-sa?
- Chi-Chi…
- Goku-sa! – Gritou e pôs-se de pé.
- Trunks também não está aqui connosco – atirou Goku, abrindo os
braços, encurralado na mentira.
- Trunks-kun está lá em cima, no quarto, a dormir. Goten-kun não está
lá em cima!
Gyumao pediu, no seu vozeirão:
- Acalma-te, querida. Tens toda a gente a olhar para ti…
- Quero lá saber!
- Não será melhor começarmos a história desde o início? – Pediu Bulma.
Chi-Chi olhou para Bulma. Tinha os olhos vermelhos, rangia os dentes,
os punhos apertados. Gyumao puxou-lhe pela saia e ela sentou-se como se, sendo
uma marioneta, lhe tivessem cortado o fio que a sustinha na posição ereta.
Amuou, colando o queixo ao peito, cruzando os braços.
Bulma exigiu com um olhar penetrante:
- Goku, começa já a desembuchar a história toda, se não me queres ver
zangada a sério! Que raio de sítio é este onde estamos e que raio de aspeto é
este que temos agora?
Goku tomou uma grande porção de ar nos pulmões. Apoiou os punhos na
cintura, olhou todos os amigos nos olhos, um por um, e contou:
- Estamos na Dimensão Real, num lugar que se chama Portugal e fomos
enviados para cá por causa de um feitiço.
Completou, percebendo o espanto a passar pelos rostos que se fixavam nele,
ávidos de respostas:
- Todos aqueles que fazem ou fizeram parte da minha vida, todos
aqueles que eu conheci e que me conheceram, foram transportados para a Dimensão
Real.
Houve uma pequena pausa.
- Porquê? – Perguntou Bulma exaltada. – O que fizemos nós para termos
feito essa viagem? E por que estúpida razão tens agora um inimigo que é capaz
de fazer uma coisa destas, Son-kun?
Goku contou a seguir sobre Zephir e sobre o Templo da Lua, sobre os
planos ambiciosos do feiticeiro, sobre a magia do Makai, sobre os guerreiros
enfeitiçados de Zephir, sobre os combates que tinham ocorrido, os inimigos que
enfrentaram. Só não revelou o que tinha acontecido entre Son Goten e Trunks,
mas Chi-Chi, aparentemente, não estava a escutar nada daquilo. A ela só lhe
interessava o que se passava com o filho e só voltaria a sua atenção para a
reunião quando, finalmente, se mencionasse o paradeiro de Son Goten.
A pausa seguinte foi mais longa e pesada que a primeira. A verdade era
uma coisa dura e gelada que se alojou no estômago de cada um.
Engolindo em seco, recusando desistir, Bulma perguntou:
- Pelo que contas, Zephir preparou-vos uma armadilha. Conseguiu
atrair-vos até esse Templo da Lua para ter a oportunidade de se livrar dos
guerreiros que protegem a Terra e o Universo, enviando-nos, juntamente com
vocês, para este lugar que se chama Dimensão Real.
- Hum-hum – concordou Goku, acenando com a cabeça.
- Isto é para sempre?
- Não! A guerra ainda não terminou. Podemos ter perdido a primeira
batalha, mas a vitória final será nossa.
Kuririn disse:
- Estamos noutra dimensão, longe de Zephir. Será um pouco difícil
vencê-lo à distância.
- Mas nós vamos regressar à nossa dimensão e recuperar o nosso aspeto
verdadeiro.
- Temos de regressar – irritou-se Vegeta. – Se ficarmos aqui demasiado
tempo, perderemos todos os nossos poderes e a oportunidade de regressarmos à
nossa dimensão também se perde. Essa é uma hipótese que nunca consideraremos!
- Explica lá isso melhor – pediu Kuririn.
- Só podemos ficar aqui durante doze meses, um ano – disse Goku. – No
fim desse tempo, o feiticeiro disse que a porta entre as dimensões fecha-se
para sempre e já não poderemos regressar à Dimensão Z.
- O que é isso? – Perguntou Bulma. – É assim que se chama a nossa
dimensão?
- Pelo menos, foi assim que Zephir a chamou.
- E os nossos poderes? – Insistiu Kuririn.
Goku abriu os braços, exibindo o seu novo aspeto, estranho e pesado.
- Como vamos viver dentro deste corpo durante um ano, que não parece
adaptado ao que nós somos, que não parece ter a mesma resistência e
flexibilidade, aos poucos vamos deixando o outro corpo para trás. Acho eu…
- E se continuarmos a treinar?
- Não sei se será suficiente, Kuririn.
- Um ano? – Admirou-se Bulma. – Um ano é tanto tempo…
- Mas na Dimensão Z, vão passar apenas doze dias.
- Vamos todos envelhecer um
ano em doze dias! – Exclamou. – Uma
tragédia!
Yamucha escondeu um sorriso, por verificar que as preocupações de
Bulma continuavam semelhantes àquelas que tinha quando era uma indómita
adolescente, em busca das bolas de dragão.
A porta da rua abriu-se repentinamente e por esta passou Mr. Satan
esbaforido, com o anafado Mr. Bu logo atrás, trazendo o cão Beh ao colo.
- Mas o que é que se passa aqui? O que foi que nos aconteceu? – Lamentou-se,
a esbracejar desesperado. – Que desgraça! Mas que grande desgraça!
Videl levantou-se.
- Papa!
O campeão abraçou a filha, esmagando-a entre os braços, protegendo-a
do que quer que estivesse a acontecer.
- Videl! O que foi que nos aconteceu? Olha para mim! Pareço… Eu nem
sei o que pareço! Que corpo é este?
Bulma tentou não se enervar demasiado com aquela interrupção
espalhafatosa.
- Não era necessário telefonar para esse idiota – segredou-lhe Vegeta.
- Ele tinha o direito de saber, tal como os outros.
- Pfff… A filha acabaria por lhe contar. E ele vai ajudar-nos em quê?
- Nunca se sabe… Foi ele quem te ajudou e a Son-kun contra Majin Bu, não foi?
Vegeta voltou-lhe a cara.
- Humpf!
Bulma disse:
- Mr. Satan, não te queres sentar? Son Goku estava precisamente a
contar-nos o que está a acontecer.
Soltou a filha, olhou aparvalhado para Bulma, descobriu que estavam
todos naquela sala. Procurou um lugar, Videl indicou-lhe o sofá, sentou-se.
- Sim… É melhor ouvir isto sentado.
Goku mostrou três dedos e avisou:
- Nesta dimensão, temos de ter cuidado com três coisas. Primeiro: como
já tinha dito, se ficarmos mais do que doze meses na Dimensão Real perderemos
os nossos poderes e ficaremos aqui para sempre. Segundo: nós existimos nesta
dimensão, mas não podemos nunca ver em que forma existimos. Terceiro: não
podemos interagir com ninguém da Dimensão Real.
- Interagir? – Admirou-se Kuririn. – O que é isso?
- Não sei. Zephir não nos disse.
- Bem, ter cuidado com uma coisa que não sabemos o que é… Vai ser
interessante.
- Existe alguma maneira de regressarmos à Dimensão Z? – Perguntou
Videl.
- Sim, existe – respondeu Goku. – Se um de nós interagir com alguém da
Dimensão Real, a porta dos mundos abre-se e regressaremos.
Uma exclamação de surpresa perpassou por toda a sala. Foi Bulma que verbalizou
a dúvida que se formulou na cabeça de todos, dizendo:
- Acho que não entendi muito bem. Disseste-nos que não podemos
interagir com ninguém da Dimensão Real, mas depois dizes que a única maneira de
voltarmos à Dimensão Z é interagir com alguém da Dimensão Real. Então, qual é o
problema?
- Se interagirmos com alguém da Dimensão Real, Zephir transforma-se
num deus – alertou Piccolo.
Bulma olhou para o namekusei-jin.
Conhecia-o havia muitos anos, mas a sua altura impressionava-a sempre. Mediu-o,
reparou como ficava deslocado naquela sala.
- Nós não queremos que Zephir se transforme num deus – explicou Goku.
Nova pausa, lânguida e densa, necessária para que tudo o que acabavam
de escutar fosse absorvido. O perigo era evidente, o mundo que conheciam e no
qual se moviam livremente encontrava-se nos bastidores daquele lugar para onde
tinham sido atirados, atrás do cenário e inacessível, e que, apesar de parecer
o contrário, não passava de uma enorme prisão, onde acabariam por cumprir uma
dolorosa pena perpétua se não arranjassem uma solução. Lutavam contra um
feiticeiro, mas eles não sabiam das coisas da magia para poderem contra-atacar
com as mesmas armas. Sabiam lutar com os punhos, com energia, com um coração
valente. Sabiam lutar com o intelecto e com a perseverança, com esperança.
Yamucha segredou a Puar:
- Sabes uma coisa? Acho que não vamos sair nunca mais desta dimensão.
É aqui que vamos acabar os nossos dias.
- Yamucha! Não digas uma coisa dessas. Se ficarmos aqui, Zephir
torna-se no senhor do Universo e isso seria muito mau.
- Pois seria. Mas nada se pode fazer para impedir isso. – E abanou a
cabeça, conformado com aquela sorte.
Entretanto, Bulma enterrara-se nos seus pensamentos, socorrera-se do
seu raciocínio frio e científico. Surgira-lhe de repente, uma ideia
disparatada. E murmurou:
- Não sei se vai resultar, mas…
Vegeta ouviu-a.
- O quê, Bulma?
Os olhos vagos focaram-se nele. A ideia ficou melhor definida na sua
mente, ao ponto de já não parecer tão disparatada. Acreditou nesta e devia
fazê-los acreditar também. Exigia-se que fosse convincente. Endureceu o rosto e
disse:
- Estamos numa dimensão diferente da nossa. Precisamos de viajar de
uma dimensão para outra dimensão, não é assim? Então, vamos construir um meio
de transporte que nos permita viajar entre dimensões.
Kuririn exclamou:
- Nani?!
- É possível! Se tivermos uma máquina que nos leve de volta para a
Dimensão Z, já não precisamos de interagir com ninguém da Dimensão Real e
transformar esse Zephir num deus.
- Uma máquina? – Perguntou Vegeta.
- Hai, uma máquina!
- E serás tu quem vai construir essa máquina. Certo, Bulma? –
Interveio Goku com os olhos brilhantes.
- Precisamente. Se construir uma máquina para atravessar as dimensões,
poderemos voltar todos para a Dimensão Z e sem qualquer tipo de desvantagem ou
cuidado. Será uma viagem, como outra qualquer. E destruiremos esse Zephir para sempre.
O feiticeiro nem saberá o que o atingiu.
- E tu és capaz de construir uma máquina dessas? – Perguntou Kuririn
cético.
- Claro que sou! – Respondeu com presunção. – Duvidas do meu génio?
Não te esqueças que já construí uma máquina do tempo. E o que é uma máquina do
tempo senão uma máquina que atravessa dimensões? São dimensões diferentes, é
certo, mas o conceito é o mesmo. Enquanto uma máquina do tempo atravessa
dimensões temporais, esta máquina terá de atravessar dimensões espaciais.
- Não foste tu quem construiu a máquina do tempo. Foi outra Bulma –
alegou Kuririn semicerrando as pálpebras.
- Pode ter sido outra Bulma, mas o génio é o mesmo.
- Terás de construir a máquina antes dos doze meses, Bulma – disse Goku
entusiasmado. – Achas que consegues?
- Claro! Doze meses será tempo suficiente. Vou começar já amanhã.
- Ótimo!
Goku riu-se, subitamente aliviado.
Chi-Chi levantou-se e a alegria momentânea esfriou. A sala calou-se,
sustendo a respiração. A mulher mantinha a cabeça baixa, os braços ao longo do
corpo terminavam em dois punhos tão crispados que os nós dos dedos estavam
brancos. Disse num tom cavo:
- Isso da máquina para viajar entre dimensões e do feiticeiro mais os
seus guerreiros comandados pela magia é um assunto muito interessante, o futuro
do Universo em perigo e a mesma história de sempre, tudo muito interessante.
Mas pouco me importa essa treta toda, porque ainda não me disseste… – E cravou
o olhar no marido, que recuou um passo, assustado com a raiva daqueles olhos
que vomitavam fogo. – Ainda não me disseste, Goku-sa, o que raios se passou com
Son Goten e por que razão não está o meu filho aqui, nesta sala, contigo?!!
Goku tentou engolir, mas tinha a garganta enrolada num nó.
- Chi-Chi…
- Não me venhas com essa de “Chi-Chi”! – E exigiu num berro: – Responde-me!!
O ambiente soturno da sala foi cortado por um grito abafado e cheio de
sofrimento vindo do piso de cima.
- Goten-kun!!!
Bulma estremeceu, reconhecendo o grito.
- Trunks…
Correu pelas escadas acima, para assistir o filho que acabava de
despertar. Bra quis seguir a mãe, mas Pan puxou-a pela mão e segredou-lhe:
- Não, Bra-chan. Fica aqui comigo.
As mãos de Goku assentaram nos ombros pequenos de Chi-Chi. Sentiu-os
tremer debaixo do seu toque, comoveu-se. Reuniu toda a sua coragem, inspirou
profundamente e começou, quando via, pelo canto do olho, Gohan baixar a cabeça
e reprimir as lágrimas:
- Chi-Chi, Goten não está na Dimensão Real…
***
Bulma entrou no quarto de rompante. Ainda ouviu o guincho aflito de Chi-Chi
antes de colapsar, uma árvore muda a cair na floresta silenciosa, quando soube
da notícia. Trunks estava sentado na cama, a respirar com dificuldade, afogado
pelo peso daquele corpo estranho, que se cobria de ferimentos e de sangue seco.
Ele também tinha combatido no Templo da Lua.
Trunks chamou:
- Goten…
Viu a mãe, assustou-se.
- Okaasan?
Estendeu um braço, num gesto desajeitado para a mandar embora. Voltou
a cara, não queria olhar para ela, não queria olhar para ninguém.
- Sentes-te melhor? Estás ferido… Foi o teu pai que te trouxe.
- Que lugar é este?
- É a nossa casa.
- Nani?… Não… não pode ser.
Olhou para as mãos, para os braços, para as pernas. Apalpou o corpo. Bulma
percebeu a sua confusão, já tinha passado por ela, continuava a experimentá-la
e explicou:
- Estamos noutra dimensão. Chama-se Dimensão Real.
O filho olhou-a incrédulo.
- Foi Zephir que nos enviou para esta dimensão.
- Zephir!
Uma náusea assaltou-o, apoiou as mãos na cama para não se deixar levar
e desmaiar. Bulma dobrou-se sobre o filho que se esquivou da proximidade dela.
- Trunks, tu não estás bem.
- Vai-te embora.
- Precisas de um feijão senzu.
- Não.
- Goku está lá em baixo. Eu falo com ele e ele vai buscar um feijão senzu. Com a Shunkan Idou encontra a torre do mestre Karin num instante, onde
quer que isso seja neste lugar.
- Não quero! Quero ficar sozinho – berrou.
Bulma insistiu:
- Tu não podes ficar sozinho, nesse estado.
- Vai-te embora!
A raiva daquele pedido assustou-a. Bulma deu um passo atrás.
Acontecera alguma coisa de muito grave. Lembrou-se da ausência de Goten e
tremeu. Trunks deitou-se, voltou a cara para a parede para afastá-la com o seu
desprezo. Magoada, Bulma entendeu. Deu meia volta e saiu do quarto, fechando a
porta com cuidado para não fazer barulho. Regressaria mais tarde, se não
chegasse a ser tarde demais.
***
O corpo ensanguentado de Son Goten encheu-lhe o pensamento, uma cena
vívida e colorida, os detalhes ampliados. Trunks gemeu, empurrando a almofada
de encontro aos olhos para apagar a imagem macabra, esfregar a noção do que
fizera, até borrar e torcer o seu significado mesquinho.
Mas a verdade era apenas uma e irrefutável: Goten morrera por sua
culpa. Matara o seu melhor amigo.
Atormentado com a repetição daquilo que queria esquecer, o corpo
ensanguentado de Son Goten caindo nas margens do lago, soltou um prolongado
gemido.
Ele matara o seu melhor amigo.
O ato era imperdoável. E agora? Como voltaria a encarar Goku-san,
Gohan-san, Chi-Chi-san? Todos deviam odiá-lo. E ele odiava-se a si mesmo por
ter feito uma coisa tão horrível. Trunks enterrou a cara na almofada e chorou
amargamente.
***
Passaram-se seis meses.
Sem comentários:
Enviar um comentário