- Tens a
certeza?
Vegeta
levantou-se e, furioso, esmurrou a mesa, rachando-a. Os copos e as chávenas estilhaçaram-se
no chão, espalhando cacos de vidro e de loiça.
- Tens a
certeza, Vegeta? – Insistiu Kuririn.
Os ocupantes
da mesa mais próxima levantaram-se e abandonaram a esplanada, escandalizados
com o estardalhaço.
- Kuso!... – Rugiu transtornado.
- Mas, tens a
cer…?
- Não sentes,
baka? – Vociferou. Voltou-se para a
mulher. – Não sentes, Bulma?
O cigarro
fumegava entre os dedos dela. Tentava disfarçar o sorriso, mas era-lhe
impossível e vê-la satisfeita transtornou-o ainda mais.
- A Porta dos
Mundos foi aberta – explicou Gohan, levantando-se também.
Videl
empalideceu e agarrou-se à filha, que deu a mão a Bra. Maron balbuciou, com a
alegria a iluminar-lhe o rosto:
- Vamos
voltar para a Dimensão Z!...
Número 18 manteve
a sua habitual expressão impassível. Colocou as mãos no colo e aguardou
imperturbável pela viagem, sem exibir uma única gota de suor. Vegeta, pelo
contrário, tinha a testa perlada.
- Estamos a
voltar? – Perguntou Yamucha meio atordoado. – Mas quando é que isso vai
acontecer?
- Deverá
estar quase – respondeu Kuririn encolhendo-se, como se a viagem de regresso à
Dimensão Z fosse, de algum modo, dolorosa.
- Se estamos
a voltar, quer dizer que um de nós interagiu com um deles – disse Yamucha,
continuando atordoado.
Vegeta ergueu
um punho fechado na direção de Bulma.
- Foi o teu
filho que interagiu com aquela intrometida. Kuso!
Ela apagou o
cigarro num caco do que fora a sua chávena de café. O punho dirigiu-se, de
seguida, a Son Gohan.
- E tu não
nos tinhas acabado de dizer que aquela intrometida nunca mais nos iria
procurar?
- Assim
julgava eu. Disse-lhe que ficava em perigo se o fizesse.
- Maldita!
Vou matá-la!
Os ocupantes
de outra mesa observavam a cena interessados.
- Vegeta, não
vais fazer nada disso – avisou Bulma séria.
- E quem é
que me vai impedir?
- Eu! –
Berrou.
Se ainda não
tinham alertado a esplanada inteira para o que estava a suceder, acabavam de o
fazer com o berro de Bulma. O empregado espreitou desde a porta do café, viu os
copos e as chávenas partidos, regressou ao interior para ir buscar uma vassoura
e uma pá para limpar aquela desordem.
- Mas por que
estúpida razão estás a defender a intrometida?
- E por que
estúpida razão queres matá-la? Se ela interagiu com Trunks, o mal já está feito
e matá-la não vai resolver nada.
- E por que é
que não regressamos à Dimensão Z? – Perguntou Yamucha ainda atordoado.
- Mais uns
segundos – disse número 18 naquela maneira característica que usava para falar
e que, naquela ocasião, assumiu um tom sinistro.
Vegeta fechou
as mãos para controlar a raiva.
Nisto, alguém
surgiu ao pé do príncipe, deslocando uma enorme porção de ar quente. Kuririn, Yamucha
e Bulma disseram ao mesmo tempo:
- Goku!
Gohan
gaguejou:
- O-otousan?
Goku baixou
devagar o braço, afastando da fronte os dois dedos que utilizava naquela
técnica. Shunkan Idou. Estava sério.
Vegeta crispou o rosto.
Uma mulher
gritou assustada:
- Viram
aquilo? Aquele homem apareceu ali de repente!
Bulma ouviu o
comentário da mulher. Admoestou-o:
- Son-kun,
não sabes que não podes utilizar essa técnica no meio da rua da Dimensão Real?
- Bulma-san,
isso agora já não importa – respondeu. – Em breve vamos embora. Quando
regressarmos à Dimensão Z, será como utilizar a Shunkan Idou e aposto que será ainda mais estranho para todas estas
pessoas verem-nos desaparecer desta rua, ao mesmo tempo, num abrir e fechar de
olhos.
A seguir, voltou-se
para os outros, perguntando:
- Não
sentiram o estalido na alma? A Porta dos Mundos abriu-se e, em breve, estaremos
outra vez em casa.
Encarou
Vegeta.
- Aconteceu
com Trunks. Interagir…
- Hai.
- Vim
buscar-te para irmos ter com ele, para saber o que foi que aconteceu.
Kuririn
perguntou, levantando-se finalmente da cadeira:
- Se vamos
voltar, quando é que vamos voltar?
O empregado
aparecia munido de uma vassoura e de uma pá, dizendo que não se preocupassem,
que estava tudo bem, que era normal os acidentes acontecerem.
Goku encolheu
os ombros, respondendo assim a Kuririn, ignorando o empregado que começou a
varrer os cacos e os pedaços de vidro juntando-os num montinho.
Assim que Goku descontraíu os braços, a cara torceu-se
com um mal-estar que lhe subiu do estômago para a garganta. Sentiu uma náusea.
Fechou os olhos. Levou as mãos à boca para suster os vómitos, sentiu a roupa
colar-se ao corpo que se encharcara de suor, de um momento para o outro.
O chão
fugiu-lhe dos pés, dissolvia-se em areias movediças. Sentiu a casca pesada a
quebrar-se e a desfazer-se. Estavam a ser levados por um remoinho que
transformou tudo em redor numa escuridão baça e impenetrável.
Regressavam…
Ele e todos aqueles que, ao longo da sua vida, estiveram ou que ainda estavam
ligados a ele. Foi capaz de escutar as vozes aflitas dos seus amigos, não apenas
daqueles que estavam ali com ele, naquela rua, mas todos os outros que se
espalhavam pela Dimensão Real. Um coro de gritos que o ensurdeceu. Tapou os
ouvidos, encolhendo-se com as dores que experimentava e afligiu-se com os
amigos que estavam também a sofrer, como ele sofria, e não queria que
sofressem, só porque eram seus amigos. Rangeu os dentes, recordando-se do
feiticeiro. Haveria de fazê-lo pagar por todo aquele sofrimento.
A viagem foi
breve, assim como a primeira viagem o tinha sido. Uma passagem por um canal
escuro e estreito que lhes filtrou os corpos. Ganharam leveza, os contornos
familiares, os poderes aumentando, a energia renovando-se. Foi recebido pelo
calor, pelo aroma inconfundível da natureza exuberante de um final de primavera
a entrar no verão, pelo cantar dos pássaros, pela frescura de um solo relvado.
Abriu os olhos. Viu árvores, céu azul, nuvens como algodão. Kuririn exclamou:
- Estamos na
Dimensão Z!
Bra e Pan
abraçaram-se a rir, saltavam, gritavam de alegria. Maron começou a saltar com
as duas crianças, dando largas à sua alegria. Videl sorria, de mãos postas,
como se agradecesse a bênção numa prece. Número 18 permanecia séria, mas com o
rosto menos tenso. Yamucha olhava para todos os lados, para se certificar que
realmente tinha regressado, que não era uma alucinação. Kuririn e Gohan
entreolharam-se, acenaram com a cabeça, confirmando o regresso. Bulma tentava
esconder a sua alegria, pois Vegeta continuava irritado.
- Porque é
que estamos no campo? – Perguntou Videl.
- Deve ser o
equivalente àquela rua onde estávamos na Dimensão Real – respondeu Bulma,
olhando em volta. Apontou para o horizonte e disse: – Olhem! Estão ver, ali em
baixo? Estamos perto de West City.
Vegeta
aproximou-se.
- Kakaroto,
não quero esperar mais. Quero ir imediatamente ter com Trunks.
- Hai.
Antes de se
preparar para a Shunkan Idou, estremeceu com a surpresa e exclamou:
- Eh! Vegeta,
a tua cara…!
- O que é que
tem a minha…? E a tua!
Bulma olhou para os dois, Gohan também se
acercou para verificar o que estava a acontecer. Todos os hematomas, arranhões
e ferimentos tinham desaparecido. A viagem tinha curado as mazelas dos treinos
e do último combate. Ao recuperarem a sua aparência normal, os tecidos
tinham-se regenerado. Vegeta arrancou o penso da face direita.
- Ótimo!
Sinto-me em plena forma.
Goku sorriu
com Vegeta.
Por momentos,
esqueceram-se que Zephir era agora um deus.
Gohan
perguntou:
- ‘Tousan, depois de se encontrarem com
Trunks, o que irão fazer a seguir?
- Não sei,
Gohan. Depende do que Trunks tiver para nos contar. – Voltou-se para o
príncipe. – Preparado, Vegeta?
Não obteve
uma resposta falada. Quando sentiu que Vegeta lhe tocava nas costas, uniu os
habituais dedos na testa e teletransportaram-se para onde sentia o ki de Trunks. O rapaz estava agitado,
controlava o nível de energia e Goku percebeu que tinha acabado de lutar. O que
era estranho, já que era suposto estar na Capsule Corporation, na sua casa, e,
portanto, longe de inimigos.
Apareceu,
juntamente com Vegeta, num quarto. A cama estava revirada, havia roupa
espalhada, revistas empilhadas, uma cómoda partida, botões no chão, três pingas
de sangue seco. Trunks encostava-se à parede boquiaberto, obviamente espantado
por vê-los aparecer. Vegeta agarrou-o pela gola da t-shirt e sacudiu-o furioso.
- Estiveste
com aquela intrometida! Maldito!! O que foi que fizeste com ela?
Goku cruzou
os braços, olhou de relance para a cama desfeita.
- É evidente
o que estiveram os dois a fazer, Vegeta.
- O que
fizeste de diferente, que não fizeste com as outras? Responde-me!
Trunks
gaguejou:
- Não sei…
Não sei mesmo. Talvez por ter sido a primeira vez dela.
- Ela era
virgem?
- Hum, pode
fazer algum sentido. Os feiticeiros gostam desse tipo de coisas.
Os dois
olharam para Goku ao mesmo tempo.
- Sangue para
nos transportar para outra dimensão, sangue para nos trazer de volta.
Trunks
refutou, tentando fazer passar as palavras pela garganta que o pai estrangulava
ao agarrá-lo pela gola da t-shirt com
ambas as mãos:
- Mas Zephir
enfeitiçou o primeiro sangue… Com este, não fez nada.
- Hum… Foi só
uma ideia.
- Interagir
tem a ver… com outra coisa qualquer. Não pode ser isso.
Vegeta rugiu,
colando o nariz ao nariz do filho.
- Dá-me um excelente
motivo para não te matar agora mesmo.
O garrote
apertou-se um pouco mais. Trunks sussurrou:
- A Ana veio
connosco. Está aqui, na Dimensão Z.
A admiração
fez Vegeta afrouxar as mãos. Trunks expirou ruidosamente. A cara de Goku
apareceu no seu campo de visão.
- Masaka! Como é que sabes isso?
- Solta-me, ‘tousan. Assim, não consigo falar em
condições.
Vegeta
soltou-o com um safanão. Trunks endireitou-se, esfregando o pescoço. Respondeu
à dúvida de Goku:
- Os kucris
levaram-na, deste quarto, através de uma magia qualquer. O que significa que
ela está, neste momento, nas mãos de Zephir.
- Como é que
sabes isso?
- Lutei com esses
bichos, depois de a ouvir gritar. Julgo que apanhei os que não conseguiram
escapar. Os primeiros, raptaram a Ana. Se te concentrares, Goku-san, vais
encontrar a aura dela, num lugar longínquo que corresponde ao Templo da Lua.
- Isso não
faz sentido nenhum – refutou Vegeta. – Para que quer o feiticeiro uma rapariga
da Dimensão Real?
- E se te
concentrares nesse mesmo lugar – continuou, dividindo o olhar entre o pai e
Goku –, vais descobrir que a aura de Zephir não sofreu qualquer alteração.
Regressámos à Dimensão Z, mas o feiticeiro ainda não é um deus.
- Nani?! – Exclamou Vegeta.
Goku dispensou
alguns segundos ao exercício de perceber o que se passava no templo onde
residiam os seus inimigos. Concordou:
- Tens razão…
A aura de Zephir parece estar igual.
- Dei-te uma
razão válida, ‘tousan?
Vegeta tornou
a agarrá-lo pela gola da t-shirt.
- Continuas
no limite, rapaz. O mal que fizeste não foi desfeito. – Com o filho preso num
braço, interpelou Goku. – E não acredito que a aura de Zephir tenha mudado
quando se transformou num deus. E porque mudaria? Apenas está imortal e
invencível, não aumentou o seu poder.
- Cá para
mim, Trunks tem razão. Zephir ainda não é um deus.
A voz de
Dende encheu o quarto, vibrando imperiosa:
- Goku-san!
Preciso falar contigo com urgência… Trata-se de Zephir.
Os saiya-jin entreolharam-se. Sem soltar o
filho, Vegeta tocou nas costas de Goku.
- Tens outra
viagem a fazer, Kakaroto. Despacha-te!
- Hai!
Num ápice,
encontraram-se no Palácio Celestial, diante do kami-sama. Goku cumprimentou-o com uma pequena vénia mas desta vez,
ao contrário do que costumava fazer sempre que o via, o kami-sama não sorriu.
Goku descobriu
o rapaz que estava atrás de Dende. Tinha uns olhos vivos, mas um rosto cerrado,
que não combinava com os olhos. À primeira vista parecia da mesma idade de
Trunks.
- E quem é
este?
Dende
respondeu:
- Chama-se
Toynara. É o sacerdote do Templo da Lua que Ten Shin Han salvou.
- Ah!… Já ouvi
falar dele… Yo, Toynara!
O rapaz nem
pestanejou e Goku perdeu o sorriso. Viu-o aproximar-se, a andar como se
levitasse. Deveria ser uma característica dos sacerdotes do Templo da Lua, pois
Zephir também andava daquela maneira, pensou. Num silêncio respeitoso, Toynara dobrou-se
numa profunda reverência.
- É uma honra
conhecer o mais poderoso dos saiya-jin
– disse.
Vegeta
rosnou. Ainda segurava Trunks pela gola da t-shirt. Piccolo assistia curioso à cena.
Toynara endireitou-se lentamente e encarou Goku que desatou a rir, algo corado
e bastante atrapalhado com semelhante elogio.
- Ora… Não
será assim tanto…
- Mas vós
sois aquele que protege o nosso planeta, Son Goku. Assim está escrito na Sala
Sagrada.
- Ahn?
Dende
interveio antes de Vegeta desatar a sua ira sobre o sacerdote que lhes era tão
precioso, naquele momento crítico.
- Goku-san, existem
novidades sobre Zephir.
Toynara afastou-se
e juntou-se a Mr. Popo.
- O rapaz é
engraçado – observou Goku.
Vegeta perguntou
impaciente:
- Que
novidades existem sobre Zephir que poderão ser assim tão importantes, que nós
não saibamos ainda? Para já, o feiticeiro transformou-se num deus, graças ao
idiota do meu filho que não soube resistir aos seus instintos.
Trunks foi
sacudido como se fosse um boneco.
- Ainda não,
Vegeta-san – revelou Dende, apertando o bordão de madeira.
- Nani? – Admirou-se Goku.
Trunks
sorriu, fechando os olhos, aliviado, até certo grau, por o seu raciocínio estar
correto. O que desviava ligeiramente a raiva que o pai dirigia à Ana e a si
próprio, apesar de continuar preso pela gola da t-shirt.
- Zephir
ainda não é um deus – reforçou Dende. Explicou: – A nossa viagem até à Dimensão
Real teve um propósito obscuro que me foi revelado recentemente por
Toynara-san. Claro que Zephir pretendia afastar os guerreiros que protegem a
Terra e o Universo. Mas o que ele pretendia, na realidade, era que um de nós
interagisse com um deles. Apesar de nos ter deixado o aviso, o objetivo máximo
de Zephir seria sempre esse: interagir!
- O idiota do
meu filho continua a ajudar o feiticeiro – disse Vegeta, dando um safanão ao
braço. Trunks abriu os olhos, não protestou.
- E o que queria
ganhar Zephir à nossa custa?
- Ser um
deus, Kakaroto! – Exclamou Vegeta como se fosse evidente.
- Não –
corrigiu Dende. – O que Zephir ganhou à nossa custa foi… alguém da Dimensão
Real.
- Nani? A Ana? – Exclamou Trunks.
- A
intrometida? – Estranhou Vegeta.
- Para que
quer o feiticeiro uma rapariga da Dimensão Real? – Indagou Goku confuso.
Dende
continuou a explicar:
- Quando
regressámos da Dimensão Real e dissemos a Toynara-san onde tínhamos estado, ele
contou-nos algo muito interessante. Oiçam: na Sala Sagrada do Templo da Lua
guarda-se um estranho objeto do qual ninguém deve conhecer a sua existência.
Trata-se de um poderoso amuleto, o Medalhão de Mu, que transforma num deus aquele
que o usar num altar mágico. Mas existem dois problemas. Primeiro, o Medalhão
de Mu encontra-se partido ao meio e aquilo que existe na Sala Sagrada é apenas
uma das metades. Segundo, ninguém poderá reunir as duas metades do Medalhão de
Mu sob pena de ser desintegrado, a não ser alguém da Dimensão Real.
Aquele relato
era assombroso e dava-lhes esperança. Goku traduziu o que acabara de ouvir,
pronunciando as palavras devagar:
- Quer dizer
então que Zephir enviou-nos para a Dimensão Real para que trouxéssemos alguém
dessa dimensão, para que pudesse reunir as duas metades do Medalhão de Mu e
usá-las num altar mágico para se transformar num deus?
- Hai, Goku-san.
- Quer dizer
que… ele ainda não é um deus?
- Vês, ‘tousan? Já me podes soltar – disse
Trunks.
- Calma, que
ainda não terminou. – Vegeta disse para Dende: – Zephir ainda não é um deus,
mas está numa excelente posição para alcançar o que pretende. Tem uma das
metades do medalhão, tem a rapariga da Dimensão Real. Continua em vantagem
sobre nós.
- Hai, Vegeta-san. Foi por isso que vos
chamei. É necessário que sigam imediatamente para o Templo da Lua para resgatar
a rapariga da Dimensão Real. Ela está ligada ao teu filho, aproveitemos isso. Se
esperarmos demasiado, Zephir poderá lançar-lhe um feitiço. Não a podemos perder
para o lado do feiticeiro.
Piccolo
disse:
- Vou
convosco.
Vegeta soltou
finalmente o filho, abrindo os dedos, largando a gola da t-shirt. Goku inclinou a cabeça num aceno positivo.
- Hai. Estamos preparados, kami-sama.
- Vamos com a
Shunkan Idou?
- Claro,
Vegeta. Nesta fase, precisamos surpreender o feiticeiro. Ele não estará à
espera de uma reação tão rápida.
Concentrou-se
assim que se calou. Procurou pela aura de Zephir. Vegeta tocou-lhe nas costas,
Piccolo no braço, Trunks agarrou-se ao pai. Goku uniu os dois dedos à testa. A
mente viajou até ao recinto do Templo da Lua, onde encontrou diversas auras.
Rematou, numa voz grave:
- Talvez não
nos seja muito difícil resgatar a rapariga. Keilo não está no templo.
Silêncio. O
desejo de Dende ecoou nos seus ouvidos enquanto sentia o efeito peculiar daquela
técnica que lhe conferia a habilidade de viajar à velocidade da luz:
- Boa sorte.
E os
guerreiros deixaram o Palácio Celestial.
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