Os últimos
vestígios de flora desapareceram, engolida na tremenda explosão que a atingiu.
Onde antes crescia um bosque viçoso debruçado sobre o mar, existia agora uma
paisagem desoladora, um deserto pedregoso e fumegante.
Keilo baixou
os braços. Desde o alto, observou com orgulho o resultado do ataque. A sua
energia vital destruíra a pequena ilha. Voou alguns metros e passou para a ilha
seguinte.
Treinava-se,
melhorava as suas capacidades, apesar de ter consciência que não tinha rival naquele
planeta, ou mesmo no Universo. Desceu vagarosamente, os pés assentaram
mansamente na erva da segunda ilha. Descerrou as pálpebras, focou o ki. Preparou-se e quando se achou preparado,
começou. O corpo movimentou-se graciosamente em inúmeros golpes que rasgaram o
ar. Socos, pontapés, socos.
Presentemente,
não tinha rival, mas tinha adversários que urgia eliminar.
- Kakaroto!
E lançou um
soco.
- Vegeta!
E lançou um
pontapé.
Nunca pensou
que Kakaroto e Vegeta fossem tão fortes como o demonstraram ser naquele
primeiro embate. Adquirira todo o seu conhecimento sobre eles através de Zephir
e não se podia dizer que o feiticeiro conhecia os dois saiya-jin da Terra detalhadamente.
Passou uma
mão pela testa, sentiu o “M” que aí tinha cravado. Não era coisa que
apreciasse, estar debaixo das ordens de alguém. No entanto, Zephir ordenava e
ele obedecia. Fora criado pelo feiticeiro, um pensamento que o confundia e não
se demorava nesse pensamento esquisito.
Era alguém
com objetivos simples: destruir, eliminar, matar. Quando chegasse a altura,
haveria de se livrar da competição tão facilmente como tinha destruído a ilha.
Iria derrotar os dois últimos saiya-jin
e proclamar-se-ia, ao mesmo tempo, no guerreiro mais poderoso do Universo. A
seguir, seria a vez do feiticeiro.
O mundo
escureceu. Volveu os olhos para o céu, que continuava brilhante e azul, o sol
vivo e a espalhar calor. Mas o certo era que o mundo tinha escurecido, sem que
o sol tivesse deixado de brilhar. Sentiu todos os músculos arrepanharem-se com
aquela sensação, que durara um segundo, ou talvez menos.
Os guerreiros
regressavam ao planeta.
Murmurou:
- Kakaroto…
Vegeta…
Os treinos
terminavam. O combate para o qual se tinha preparado durante aqueles longos e
solitários nove dias iria por fim acontecer. Elevou-se no ar e dirigiu-se a
toda velocidade para o Templo da Lua.
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